07 dezembro 2010

Nt Santa Maria


A edição nº1 da Cruzeiros traz nostalgia se falarmos do Queen Elizabeth II mas com certeza trará saudade aos muitos que viajaram a bordo do paquete Santa Maria com o qual a história das suas próprias vidas se cruzam, sobretudo na emigração para o continente americano. Considerado como um navio de luxo, o Santa Maria era um paquete de passageiros e carga que foi construído em 1952 nos estaleiros Société Anonyme John Cockerill, tal como muitos outros da Companhia Nacional de Navegação. Tinha um irmão gémeo, o Vera Cruz. O navio gozava de popularidade, notariedade e prestígio nas várias facetas dos seus serviços ao longo da sua vida. Talvez por isso e não bastando a sua notariedade, inscreveu o seu nome na história de Portugal através do sequestro de 1961. Em duas escalas (Curaçao e La Guiara), entram a bordo do Santa Maria membros da Direcção Revolucionária Ibérica de Libertação comandados pelo capitão Henrique Galvão. Após duas semanas de sequestro, um morto, dois feridos graves e muitas histórias, a manobra de contestação revolucionária entrou para os livros de ciência política pela inovação de apreender meios de transporte, navios ou aviões, como forma de pressão política. 
Novamente na posse da Companhia Colonial de Navegação, o Santa Maria cumpriu mais de uma década de serviço para em 1973 sofrer uma avaria grave à saída da barra de Lisboa. Este facto determinara o seu fim. Foi vendido para ser desmantelado para sucata à Formosa em 1973.
Toda a história deste maravilhoso paquete na sua revista Cruzeiros.

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