12 junho 2011

Dia de navegação

Dia de navegação, ou seja, dia passado totalmente a bordo e a navegar. É o dia em que se conhece todos os rituais (conhecer não é participar, o dia não chegava) e recantos do navio como que se terra não houvesse. Os dias de levantar cedo, tomar pequeno almoço e despachar-se para um tour ou um reconhecimento pedonal de uma cidade portuária consome a maioria do dia. Retornamos para um banho, para um lanche ou jantar e depois vem os espectáculos e os momentos de convívio num "lounge". É assim que não fazemos ideia da vivência de um dia completo a bordo. O dia de navegação serve para retemperar forças, como que se déssemos um fim de semana às férias, passear também cansa :o).
Estamos em circum-navegação da "bota", o que dá azo a novas e fantásticas "desconversas" relativas à higiene dos pés. Mais não digo, não se aprende nada, nadinha, e estão afectados pela euforia italiana. Já gesticulam em abundância e em "suposto" italiano. Conversar já implica um perímetro de segurança para safar o alcance dos braços, desconversar implica o dobro :o), estou a exagerar mas eles merecem :o). O que fazem umas férias, espero que voltem ao normal, não estou completamente certo das famílias que receberem de volta estes viajantes se ficarão convencidas que lhes fez bem :o). Viajar com um BOM grupo (pequeno ou grande) numa miscelânea de senhores e senhoras, com piada, ou simplesmente "entretainers" por natureza na comum capacidade de serem bons conversadores, dá mais dimensão à viagem. Todos os momentos estão bem preenchidos, são momentos semelhantes à mala de regresso :o). As conversas, piadas, situações divertidas serão recordadas. Ganharam a confiança sem maldade, já se ouve aplicações de italiano nas conversas, como por exemplo: "passa-me por favor, burro." Esclareça-se, à mesa: passa-me por favor, a manteiga. "Vais-me arranjar cá um caldinho", esclareça-se, vai  dar cá um dia caldo (quente).
Acontece de tudo e o nosso espaço no blogue é curto. Valha-nos que ainda ninguém se lembrou de polvilhar pó micótico na "bota" nesta sua circum-navegação, até porque é proibido lançar o que quer que seja ao mar e a enfermaria a bordo não tem a especialidade de ... o leitor entende ... não posso dizer porque quando os de bordo descobrirem o que vou escrevendo no blogue terei que sair rapidinho para outro cruzeiro.
A propósito ... a mim só cheira a PEQUENO ALMOÇO! bye bye

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