19 julho 2011

Quando decidir, decida ambiente, o preço já pouco conta.

A situação repete-se como se de auto-copiativo se tratasse na larga maioria das actividades económicas. O mundo está dividido, de forma simplista em "2 sistemas". Os que se submetem às leis de mercado cumprindo exigente legislação, porque caso contrário podem ter qualquer sanção chegando ao ponto de fechar as portas. Onde os trabalhadores destas empresas gozam de protecção e regalias legisladas. As tecnologias e os procedimentos a observar devem ser homologados e a saúde observada.
Por outro lado existe um outro mundo, um segundo sistema, em estado evolutivo diferente, que faz das suas misérias trunfos para vencer no mercado global. É um jogo onde até desejariam chegar aos níveis de sofisticação dos que são exemplo mas usam um "atalho" para obter o mesmo resultado.

É assim que 2 mundos se apresentam ao consumidor. Por um lado um produto controlado, homologado e onde a montante uma série de regras foram cumpridas. Onde cada exigência traduz-se em custos que vão somando ao produto "per-si". Por outro lado e aproveitando-se da legislação menos elaborada, menos fiscalizada, com menos protecção e regalias aos funcionários, temos outras entidades, igualmente legais em circunstâncias completamente diferentes, que se apresentam com um produto ou serviço a um preço imbatível. A um preço que faz esquecer a qualidade porque o mundo anda em crise. Estão em pé de igualdade porque no momento da decisão não se olha para o histórico mas para o preço que está sobre a mesa num ambiente que não intimida.
Este dilema só se resolverá na exacta medida em que as origens menos desenvolvidas de alguns produtos ou serviços se forem equiparando aos outros mais regrados. Poderá acontecer por leis internacionais, por pressão dos funcionários, por rejeição internacional com a implementação das regras para a aldeia global. Entretanto, cada um olha para o seu bolso quando chega a hora de decidir o que pagar.
Mas, passos muito interessantes foram já dados. A indústria dos cruzeiros mantém-se fiel à bandeira do ambiente não havendo companhia que não a ostente. A nacionalidade adoptada por cada navio também se torna, hoje em dia, outra bandeira pela submissão às regras desses países, ou seja, a bandeira por conveniência pode ser uma mais valia para se apresentar ao potencial cliente pela exigência que significa. 
O cliente poderá menorizar os factos apresentados pelas companhias relativamente ao ambiente, pela forma como actualmente estas incidem a sua publicidade, todas falam. Não se deixe "amolecer", leia e observe o que significa, valorize os esforços destas. Só existem cruzeiros com belas paisagens e lugares idílicos, aqui não há duas opções ou atalhos. O Alaska e os Fiords são duas das zonas mais regulamentadas, com os requisitos mais elevados para navegar. O cliente tem aí a sua pista para escolher as companhias.
______________________________________________________________
Prosseguem os comentários no post "Opine por favor", se ainda não participou consulte e comente aqui (Link)

1 comentário: