27 agosto 2011

Tecnologia mesmo para mar adverso

Nestes dias de alguma instabilidade nos mares das Caraíbas por conta do furacão Irene, o valor das inovações tecnológicas demonstram todo seu potencial para oferecer aos passageiros conforto mesmo com mar adverso. O desenho do casco, os azipods e os estabilizadores, "per si" ou conjugadas, oferecem na ponte de comando todas as soluções para enfrentar algum mar agreste ... se necessário! A primeira atitude é analisar as cartas meteorológicas recebidas e estudar qual a melhor solução de conforto e de menor consumo de combustível. A bordo de um cruzeiro estamos para desfrutar e não para desafiar mares com soluções tecnológicas, é assim que funcionam os raciocínios das companhias e isso deve-lhe dar confiança se é uma pessoa receosa. Na nossa edição nas bancas, o nosso colega Nuno Jesus aborda os Azipods, na próxima edição serão os estabilizadores.
Os estabilizadores de um navio de cruzeiro, tal como a imagem documenta, localizam-se lateralmente (bombordo e estibordo) e abaixo da linha de água. A sua principal função é a de evitar o balanço lateral enquanto o navio navega. Funcionam similarmente aos flaps de um avião, podem ser ajustados para reduzir a "turbulência" (balanço). Apesar de não poderem dominar a 100% esse movimento num navio de cruzeiro, o efeito produzido reduz significativamente o balanço, permitindo chegar a valores assimilados pelo corpo humano e conferindo conforto sem mareio. Os estabilizadores, a par de outras tecnologias, são especialmente "amadas" pelos passageiros em condições de mar adverso, quando as ondas são altas ou o vento é forte. Recordemos o conceito de azipods na nossa actual revista na zona onde o Irene trouxe preocupações, rio Hudson - NY, quanto a estabilizadores falaremos na próxima.

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