20 setembro 2011

Canberra


Efectivamente, vamos falar do famoso Canberra mas antes devemos explicar que o filme que acabaram de ver foi feito em 1997 a partir do Oriana quando este e o Canberra, lado a lado, se aproximavam do porto de Southampton. Ocorriam as últimas viagens do Canberra numa existência de 36 anos.
Este "Ocean Liner" foi construído pelos estaleiros Harland and Wolf em Belfast, Irlanda do Norte, numa cronologia que vai desde 20 de Dezembro de 1956 com a ordem de construção, passando pelo conhecimento da sua designação a 17 de Março de 1958, ao seu lançamento à água a 16 Maio de 1960 e a sua entrada em serviço em Maio do ano seguinte. Custou 17 milhões de Libras. A sua última viagem ocorreu entre 10 e 31 de Outubro de 1997 e nesse mesmo ano foi enviado para Gadani Beach no Paquistão para ser abatido. A robustez da sua construção lutou contra o seu fim, estava programado para ser desmantelado em 3 meses mas levou 1 ano.
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O seu episódio mais sombrio, tornado honra, foi a necessidade de colaborar na guerra das Falklands em 1982 nas missões de transporte de tropas. Esta participação destacou-o sem dúvida junto dos clientes britânicos. Regressado do conflito, recebeu a necessária intervenção para ser re-equipado para a vida civil. Cedo se verificou que a sua notoriedade revertia em vendas elevadas que duraram até ao seu fim. Com o decorrer dos anos a popularidade do Canberra mantinha-se, a sua silhueta era inconfundível pelos portos que passava, unindo o sucesso comercial à curiosidade e a veneração do muito público que acorria aos portos quando sabiam da sua presença. Contudo, os anos foram passando e o "Calcanhar de Aquiles" do Canberra revelava-se pelo maior consumo de combustível comparativamente aos novos navios que eram lançados, A competitividade foi um desafio impossível de se ultrapassar, os consumos eram muito maiores resultando na decisão do seu abate.
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Algumas características do Canberra:
Toneladas brutas: 
1961: 45,270
1962: 45,733
1968: 44,807
1994: 49,073 

Comprimento: 249.9 m
Propulsão principal: 
2 British Thompson Houston (AEI) de 3 fases sincronizadas, com 85,000 cavalos potência para 2 hélices.
Velocidades atingidas: 
Nos testes: 29.27 nós (54.3 km/h)
1961–1973: 27.5 nós (51 km/h)
1973–1997: 23.50 nós (43.5 km/h)

Número de Passageiros: 
1961–1973: 548 primeira classe, 1,690 classe turística, tripulação de 960
1973–1997: 1,737 passageiros, tripulação de 795
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2 comentários:

  1. Excelente artigo de um navio que acompanhei durante três décadas.

    Um abraço
    Vitor

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  2. Caro VMF, obrigado pela suas palavras. É delas que andamos a procura para pronunciar. Na sua simples frase detectamos o carinho e reconhecimento que também temos por este navio.
    Deixe o silêncio assumir as palavras que não conseguimos proferir. É dos tais navios que deveria pelo menos ser um hotel imóvel, se calhar foi isso que quis transmitir quando era abatido e ninguém entendeu.
    Ficaram as imagens, a memória e o coração, não é num ano que vão desmantelar o Canberra.
    Um abraço da equipa da Cruzeiros.

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