01 setembro 2011

Caraíbas sem furacões: Aruba e Curaçao

Numa altura em que as Caraíbas, mais a norte, se expõem à acção dos furações na sua época mais activa, poderemos optar por outras soluções de cruzeiro mesmo com partidas dos vários portos na Flórida. A opção pelas ilhas mais a sul e fora do raio de acção destas tempestades poderá ser uma alternativa interessante e com a mesma qualidade dos destinos mais populares nos cruzeiros de 7 dias. É evidente que partindo do pressuposto que os cruzeiros partem e regressam ao mesmo porto (a larga maioria da Flórida) é inevitável a opção por um cruzeiro com mais dias para vencer o maior tempo de navegação, mas valerá bem a pena. Significa arriscar menos e desfrutar do bom tempo pelo qual investimos numas férias. Os portos de Aruba e Curaçao são duas dessas opções fora do círculo dos furacões, com todos os "condimentos" das ilhas paradisíacas.
Aruba:
 amplie p. f.
A sua capital é Oranjestad, a cidade laranja. Aruba foi descoberta e ocupada em 1499 por exploradores espanhóis e adquirida pelos Países Baixos em 1636. A ilha separou-se das Antilhas Holandesas a 1 de Janeiro de 1986 e tornou-se uma dependência autónoma do Reino dos Países Baixos. Aruba detém tão ampla autonomia que a consideram um país pertencente ao Reino dos Países Baixos. Apesar de cientes das suas origens e orgulhosos do passado, a sua autonomia na gestão do seu futuro é tão forte como o orgulho de pertencerem ao Reino Holandês, só possível dentro daquela dialéctica de atracção e respeito. Os arubenhos gostam da Holanda e os holandeses gostam de sol.
Apesar da distância grande percentagem do turismo tem origem na Holanda logo atrás dos Estados Unidos e estados próximos, sobretudo a Venezuela. Mais à frente falaremos de Curaçao mas para ambos os casos a sua composição étnica não varia, numa imensa miscelânea que depois se traduz no cosmopolitismo e a fácil interacção com várias línguas e nacionalidades das quais depende o seu turismo. A maioria da população descende de europeus e indígenas caribenhos. Houve alguma imigração de países latino-americanos e norte-americanos. A religião predominante é a católica, existindo uma minoria protestante e pequenos núcleos judeus, muçulmanos e hindus.

Quanto à língua, existem duas oficiais, o holandês e o papiamento que a população usa predominantemente. Paralelamente e fruto das proximidades e turismo, o castelhano e o inglês são do domínio de largas franjas da população.
Para além do turismo, possui uma refinaria de petróleo que perfazem as principais apostas económicas da ilha.




Curaçao:
 Amplie p. f.
A sua capital é Willemstad, mesmo nome que outra cidade na Holanda. Sobre composição étnica, economia, religião e línguas é em todo idêntico a Aruba.

10 de outubro de 2010, a ex-colónia holandesa das Antilhas Holandesas tornou-se um país autónomo seguindo a iniciativa de Aruba 14 anos antes. Nesta mesma data, Sint Maarten acompanhou Curaçao na sua evolução político-administrativa. Do "formato" Antilhas Holandesas outras 3 ilhas existem: Bonaire, Sint Eustastius e Saba, que se tornaram municipalidades dos Países Baixos, com a dissolução das Antilhas Neerlandesas após 56 anos de existência.
Curaçao é a maior ilha de todas as que falamos, igualmente assente numa economia dominada pelo turismo e por uma refinaria de petróleo. A ilha já teve outros nomes muito similares, que se foram adaptando consoante a necessidade de ser "pronunciável" por diversas línguas. 
Em 1501 chamava-se Curasorbo ou Curasoto, com origem na evidência que ali os navegadores se curavam, sobretudo do escorbuto.
Curasorbo = trago de bebida para a cura
Curasoto = mata da cura (plantas da cura)
Curaçao = a arte de curar
Hoje sabe-se do potencial das plantas indigenas para as curas pelas vitaminas que possuem, mais tarde aproveitadas para a produção de vários licores pelos quais Curaçao é afamado e onde a marca holandesa Bols (Link) predomina e faz parte de um imenso leque de cocktais servidos no mundo mas sobretudo nos navios de cruzeiros.

Curaçao conheceu a chegada dos primeiros exploradores europeus em 1499 através de uma expedição espanhola de Alonso de Ojeda, para a exploração da costa norte da América do Sul. Nomearam Curaçao como a "Ilha dos Gigantes", devido à elevada estatura dos seus habitantes indígenas. Estas pessoas foram transferidas durante o século XVI para a ilha Hispaniola, onde actualmente existem os 2 estados independentes: República Dominicana e Haiti, a partilhar a ilha. Esta acção foi motivada pela reunião de meios para a exploração e conquista dos territórios mais a norte da América do Sul. Esta acção foi interrompida à medida que as conquistas no continente foram efectivadas.
O domínio holandês é documentalmente reconhecido a partir de 1621 com as primeiras leis estabelecidas na ilha e confirmadas por Johan van Walbeeck em 1634 na sua expedição da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais

Sem comentários:

Enviar um comentário