10 setembro 2011

Wärtsilä e Shell: parceria na vanguarda

Olá, bem vindo ou bom regresso ao nosso blogue. Aos fins de semana há mais tempo disponível para todos, altura para um post mais alongado e informativo. Hoje falaremos de uma reconversão que se vai processar nos próximos anos com maior visibilidade, o uso de gás natural liquefeito nos motores dos navios com diminuição acentuada das emissões poluentes e do ruído. Tudo o que produz um efeito a bordo: deslocação, iluminação, máquinas de apoio, etc, utilizam energia. Tem consciência? Observemos:
A Wärtsilä, fornecedor de equipamentos para a indústria naval e a Shell Oil Company assinaram um acordo de cooperação conjunta destinado a promover e acelerar o uso de gás natural liquefeito (GNL) como combustível em meio marinho. Este acordo, assinado em agosto de 2011 e que agora chega ao nosso conhecimento, será executado por vários anos, tempo não quantificado mas associado ao ritmo de convencimento dos clientes, disponibilização nos portos, instalação da tecnologia em novos navios ou na reconversão de navios antigos. Tecnologia já existe, falta a disponibilização do combustível nos locais certos:

Cientes da permanente atenção que os cruzeiros prestam às questões do ambiente, por formação ou por estratégia comercial, é de crer que só a natural lenta implementação será obstáculo para que tenhamos um forte decréscimo das emissões poluentes dos navios, situação controlada para os níveis disponibilizados pelas tecnologias actuais. 
O Acordo de Cooperação Conjunta (Wärtsilä/ Shell) avança já para a área geográfica de mais densa movimentação de  cruzeiros, com os portos do Golfo do México e Florida à cabeça, depois, procedem à expansão para cobrir um amplo espaço geográfico privilegiando as de maior frequência de navios.


Os motores a gás marinhos são vistos como sendo um meio para armadores e operadores cumpram cada vez mais e com menor esforço a rigorosa legislação ambiental a que estão sujeitos. O acordo visa aumentar e facilitar a disponibilidade de gás natural para uso de motores marítimos, bem como o desenvolvimento da cadeia de consumíveis associados e infra-estruturas para facilitar o abastecimento do combustível GNL. As duas empresas, em conjunto, farão uma abordagem à indústria naval e armadores, a fim de provocar uma rápida introdução desta tecnologia.


A Wärtsilä está no desenvolvimento da tecnologia de dupla utilização de combustível nos motores há alguns anos. Permitindo que o mesmo motor funcione a gás ou a diesel. Quando em funcionamento a gás, o impacto ambiental é mínimo uma vez que os óxidos de nitrogênio (NOx) são reduzidos em cerca de 85% em relação à operação com diesel. O gás natural não tem resíduos, a produção de partículas é praticamente inexistente. O único obstáculo é a disponibilização do combustível, o que a Shell pretende eliminar agora com a parceria. 


Por outro lado e para além dos benefícios ambientais que o GNL oferece, a indústria naval considera o gás natural uma forma de reduzir os custos operacionais, necessários num quadro de concorrência feroz entre as companhias e com a natural queda de preços ao consumidor (cruzeirista).

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