16 dezembro 2011

Especial: o navio voador

Todas as imagens são ampliáveis.
- He he he ... então os castiços da revista Cruzeiros renderam-se aos aviões?
- Provocador! Desculpe ... nesta época é ho ho ho e apesar de voar como o pai Natal "isto" não é um avião! É um "navio voador" (flying boat)! Repare no lastro, o meio de navegação, a categoria do serviço ...

O Boeing 314 Clipper foi um hidroavião com estabilizador triplo na cauda e suportado por 4 motores radiais de pistão, para viagens de longo alcance que foi produzido pela Boeing entre 1938 e 1941.
Foi um hidroavião muito luxuoso, o preço médio de uma passagem naquela altura era de 675 dólares, equivalente a 7.000 dólares nos nossos dias. Operava rotas transatlânticas e no pacífico, possuíndo luxos como camas, vestuário para senhoras e senhores, um restaurante com cozinheiros 4 estrelas, luxos não repetidos até hoje.
                                                                                                                            
Portugal teve o privilégio de receber o "navio voador" em duas áreas geográficas. Assentavam como uma luva nas rotas traçadas, condicionadas pela autonomia do avião e pelas regras de segurança no que a tempo de voo dizia respeito. Horta na ilha do Faial e Lisboa.
Um recorte do "timetable" com a rota destinada a Portugal, podemos observar a inscrição dos horários, descansos e escalas de uma viagem que ocorreu a 5 de Jullho de 1939meses antes do início da segunda guerra mundial com a invasão da Polónia pela Alemanha a 1 de Setembro desse ano. Estes passageiros puderam festejar a data da celebração da declaração de independência dos Estados Unidos em solo americano, o dia anterior à sua partida.
Escala na Horta, Faial - Açores, primeira etapa de uma longa viagem mais notada pelo tempo levado para transportar os passageiros. Tal como nos navios e em compensação, havia condições para excelentes serviços a bordo.
Continuando o tom da provocação, o Boeing 314-B conhecido por "Clipper" (outra achega ao mar) fazia escalas, embarques e desembarques em portos (cais) e não em aeroportos, veremos.
Apesar do tamanho do aparelho e das tecnologias disponíveis naquela época, o Clipper era um "navio voador" que transmitia segurança aos passageiros apesar da travessia atlântica porque podia em últimas circunstâncias aterrar no mar.
                                                                                                                            


Podemos confirmar que a foto não é de estrelas de cinema desembarcando nos Estados Unidos, disso já falaremos na nossa próxima edição da revista Cruzeiros. O que se segue esclarece e até "dói" aos fanáticos da aviação, planta do "Aeroporto Marítimo de Lisboa" e a imagem precedente de um "navio voador" da Pan American World Airways após a chegada a Lisboa proveniente de Washington com escala na Horta e com destino final: Marselha.
O “Aeroporto Marítimo de Cabo Ruivo” teve autorização de construção a 19 de Outubro de 1942, 9 anos após a instituição do Estado Novo, com a assinatura de aprovação do Presidente da República General Óscar Fragoso Carmona , o Primeiro-Ministro António Oliveira Salazar e o Ministro das Obras Públicas e Comunicações Engº Duarte Pacheco.
                                                                                                                            
O tempo de viagem decorria de forma aprazível tal como nos cruzeiros, como puderam constatar no vídeo, com mordomias, espaço e condições que destoam do serviço aéreo dos nossos dias que quase se limita a transportar o passageiro e franzindo o nariz à bagagem.

"navio voador", como todo navio, tinha uma cozinha decente para confeccionar e não rações de combate. Cada passageiro recebia o seu menu na sala de jantar onde aguardava comodamente com fina loiça e talheres. Ensaiava-se provavelmente algo que só agora o A380 da Airbus poderá fazer com algumas companhias 5 estrelas.
                                                                                                                            

Na próxima revista Cruzeiros falaremos do conceito ícone e glamour, dos aparelhos que andam pelos ares só reconhecemos o Boeing 314-B como um ícone com glamour, para tal estatuto é necessário para preencher o requisito de poder navegar ... na água. Tinha muito charme e distribuía glamour, foi o maior e mais luxuoso avião comercial da Pan Am a voar nas rotas longas, cruzando sobretudo oceanos como um grande "navio voador".
Foram construídas 12 unidades mas nenhuma sobreviveu aos nossos dias para podermos contemplar. Seguiram a sina de alguns ícones no seio dos "ocean liners" que não souberam receber o carinho da preservação. O mundo arrepender-se-á. Existe uma pequeníssima esperança, jazem duas unidades nas profundezas, uma no Atlântico e outra no Pacífico. Só alguém com uma dose sadia de loucura e sobretudo dinheiro para recuperá-los.
O primeiro voo do "navio voador" ocorreu a 7 de Junho de 1938 e deu início a serviços regulares no ano seguinte. Foram construídas 12 unidades. O último voo registou-se em 1946. A sua capacidade era oficialmente de 74 passageiros mas as configurações levavam as companhias a indicar 68 passageiros em voos diurnos de curta duração ou 36 nos voos nocturnos onde os passageiros tinham espaço privado com assentos que se tornavam em camas. Esteve nas frotas da Pan American World Airways, na British Overseas Airways Corporation e na marinha dos Estados Unidos.
De realçar que na Segunda Guerra Mundial ajudou no transporte de material e tropas. Franklin D. Roosevelt, presidente dos Estados Unidos, viajou num deles para conferência em Casablanca em 1943, Winston Churchill também voou várias vezes no Boeing 314-B. Após a guerra tornou-se obsoleto porque foram construídas varias pistas em terra e aviões mais potentes, rápidos e aerodinâmicos.
O último "navio voador" retirado do serviço foi a unidade NC18602 depois de mais de um milhão de milhas de voo ao serviço da Pan Am. Dos 12 construídos, 3 unidades destes "Clippers" tiveram infortúnio mas só a unidade  NC18602 denominada "Yankee Clipper" é que teve mortes a lamentar no seu acidente em Lisboa a 22 de Fevereiro de 1943, 24 pessoas entre passageiros e tripulação.
Houve a esperança de que uma nova companhia aérea na altura, a New World Airways, pudesse revitalizar as 7 unidades paradas em San Diego depois do último voo, mas em 1950 foram definitivamente para a sucata. A última unidade, a NC18611 "Anzac Clipper" foi vendida para a sucata em Baltimore não restando nenhum exemplar desde esse momento.
                                                                                                                            
Pssstt!!!!
- E a nossa conversinha sobre os Cruzeiristas com vénias à aviação? Ganda volta! Não esquece.
- Pois, os nossos posts nunca terminam tristes, estamos na indústria da alegria e do divertimento, de maneira que voltamos à carga com os "aéreos", os apertadinhos do céu, vá lá que existe WC ... se não estiver o sinal de ficar amarrado no assento ... aperte-se mais um bocadinho!
A saber, naquela altura dos "navios voadores" podiamos levar toda a bagagem, a "Lulu" e o mordomo. É verdade, imagine só levar os frascos e bisnagas inteiras e não avulso para os 100ml. 
O avião é sem dúvida o melhor meio para nos levar aos navios, quando necessário, mas metem-nos em alhadas. A bagagem tem que ter medida, quase vamos nús para poupar na pesagem, há casacos para inverno que enchem um troley. 
- Ó homem, leve no braço ou vestido!
- Vocé não se molha no inverno? "Asseadinho" ... "aéreos" de uma figa! Depois de uma viagem aérea, deparamo-nos normalmente com isto a bordo, aquela gentileza:
Imagem Cunard
Camaroteiro:
- Deseja que lhe passe a ferro essa camisa? Está "amarfanhada" ...
Passageiro-cruzeirista:
- Seria uma boa ideia começar a montante, conseguem engomar "aéreos"? Balanço de navio não faz disto mas de avião faz!


Dos maiores transtornos que se pode ter é viajar de avião por meio mundo para apanhar um cruzeiro de 15 dias ou mais. O cliente tem que ser lingrinhas e no verão, caso contrário "cash tlin" ... nem o ministro das finanças cobra tanto!
Se você está a pensar deixar descendência, faça-nos pequenos e lingrinhas, se cresce muito enfia o joelho nas costas do passageiro da frente, é desesperante para os 2. Coisas aéreas, anedota nos cruzeiros. Já andam a pensar numa solução semi-de-pé, muito "confortável" .o) entretanto nos cruzeiros incrementa-se o conceito de tendas privadas junto às piscinas, aumenta-se os SPAs, inserem-se mais camarotes com varanda. Será que a cama é suficientemente grande? Nós costumamos usar os campos de jogos no deck superior ... não é necessário mais, caso contrário temos que apanhar o autocarro para sair da cama.
Pelo mesmo dinheiro, ou menos, que paga por uma passagem aérea de hora e meia, em alguns casos, pode-se fazer um cruzeiro de uma semana! Já pensou nisso? Por aqui ficamos, o "verde-de-inveja" silenciou! :o) ... gozões mas não fundamentalistas!

Vamos ao filme final, um ícone tem sempre heróicas histórias para contar:
"... navigating by sun and stars like a sailing ship ..."

Quem ri por último ri melhor, não é he he he, é ho ho ho ... Feilz Natal.

20 comentários:

  1. Muito giro, tenho 27 anos e sou de Lisboa, eu não sabia disto e destes aviões em Lisboa (desculpe são navios). O último vídeo é espectacular pena não ter passado em Lisboa para ficarmos na história.
    Rúben

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  2. Quero mais!
    Parabéns foi muito bom.

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  3. Fogo, algo tão emblematico e nem guardaram um no museu? Bando de cromos, nem a Boeing.

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  4. Açores sempre!
    um curisco

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  5. Muito interessante o artigo.

    No entanto, eu, que sou um entusiasta da aviação, considero errado comparar o transporte aéreo com o de cruzeiro. Até porque o primeiro tem o objectivo de transportar passageiros do ponto A ao ponto B o mais rapidamente possível. O segundo é um divertimento. Não sou apreciador de cruzeiros, principalmente dos grandes navios, atulhados de gente de mau-gosto, cujo objectivo principal é comer à "fartazana" durante 15 dias, parando umas horas para fazer uma visita apresada a uma cidade.

    Tenho nos meus planos fazer um cruzeiro, mas de rio. Esses sim, em barcos de pequena dimensão, recordam o glamour de viajar que existia noutros tempos.

    Uma vez mais, parabéns pelo artigo.

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  6. Olá a todos, bem vindos ao blogue.
    Agradecidos pelos comentários deixados.
    Este post pode de facto estranhar os mais novos e a quem vinha "ver navios", nos simplesmente recuamos no tempo e fomos a um cais, também nós íamos ver navios ... olha! Encontra-mo-lo mas tinha asas!
    É incompreensível não terem conservado um navio voador.
    Amigos, voltem sempre.
    Abraço e bom Natal da Cruzeiros

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  7. Quando observei um avião no blogue Cruzeiros foi um impacto, depois li a primeira linha e já vi que estavam no gozo mas depois entendi que levaram muito a sério mas desconversando, continuam pestes. Parabéns foi muito interessante.
    Caro Alberto Velez acho que deve fazer um cruzeiro, levei muito tempo a optar e a minha ideia transformou-se por completo. Repare que as pessoas fazem a vida que desejam a bordo, há muitas companhias com navios e serviços diferentes, entre num mid-size.
    Zélia Carmo

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  8. Mantenham o entusiasmo, lembrem-se que alegram muitas pessoas e espero que o digam aqui.
    Mónica

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  9. Hi there, nice post.
    João de Mangualde em Newark

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  10. Bem vindo caro Alberto Grilo
    Foi muito bom ter comentado, a nossa intenção foi de observar que os nossos tempos não são sempre de mais, maior e melhor. A analogia entre os navios e o Clipper (Boeing 314-B) é talvez romanceada num sentido nostálgico. A flutuabilidade, o porto a porto para chegar ao destino, a configuração interna do avião com várias comodidades, o glamour, a preparação a preceito para a viagem fazem-nos recordar os tempo dos “ocean liners” contemporâneos do Clipper. Provavelmente, o serviço de bordo no Clipper deveu-se ao facto de as ligações marítimas na altura serem o meio mais popular de transporte das pessoas. A aviação dava sérios passos para se tornar na primeira opção. Tinha por vantagem a rapidez e a desvantagem do espaço disponível. Claro que são meios de transporte diferentes mas os responsáveis pelo Clipper sabiam que estavam a ombrear com um serviço de bordo de excelência e que as pessoas já esperavam esse trato.
    Estamos na mesma linha em sentido oposto, gostamos de navios e admiramos aviões. Não leva a peito as provocações. O que pretendemos mostrar é que se existe nostalgia é porque acreditamos que no passado, com meios inferiores, a vivência era mais gostosa. Assiste-se a tudo pelo mínimo e pelo preço devido à conjuntura mas a categoria das coisas com todos bem compensados para poderem gastar mobiliza todos.
    Quanto aos navios, existe companhias grandes e companhias pequenas, existe deste os mega-navios até aos clássicos, dos veleiros até às embarcações de rio, uns trabalham pela excelência e outros para o grande mercado, felizmente temos diversidade. Isto é um jogo de apelar ao impulso ou à convicção de cada potencial passageiro. Se me permite creio que os cruzeiros oferecem muito, a todos os níveis para depois a pessoa optar pelo cruzeiro e pela vivência que deseja a bordo. Podemos ou não fazer “Tours”, o navio pode estar num porto que já conhecemos ou não temos especial interesse e preferimos ficar a bordo, também é bom parece que é só para nós e parece a nossa casa com o staff todo a aprumar o navio em momento de menos passageiros. Mas um porto desconhecido também pode deslumbrar e fazer-nos voltar de avião para estar mais tempo. Os cruzeiros descobrem muito “mundo”.
    Cada pessoa é livre de escolher o cruzeiro que entende mais consentâneo com a sua perspectiva. É necessário conhecê-los previamente e é por isso que a nossa revista existe. Apesar de todos os aliciantes a bordo a pessoa é dona das suas acções e acredito que existe uma solução para si no leque de escolha.
    Viva os Cruzeiros … viva a aviação, complementam-se.
    Um grande abraço da equipa da Cruzeiros, tenha bom Natal ... e faça esse cruzeiro de rio!

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  11. Xô estado novo, isto nestes tempos é melhor nem lembrar mas reconheço que mesmo conservadores souberam a importância de receber este avião com baixo custo nas infraestruturas.

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  12. Esta publicação é muito internacional, vi tanta gente de todos os cantos do mundo no vosso traffic. Parabéns, viva Portugal, é preciso inteligência no mundo globalizado.

    Magno - Portimão

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  13. Senhor Alberto Grilo,
    Isto vai das pessoas, não dos navios! Há zonas com algum tipo de clientela que vão para os hamburgers tendo comida excepcional mais ao lado. Há zonas com mais gorduchos e outras zonas onde as pessoas regulam o que comem. Há gente que quer experimentar uma culinária diferente e também existe a bordo. Mas férias são férias e pode haver exageros. Mais do que nunca os preços dos cruzeiros de excelência estão em conta. Amigo, vá de avião até a uma cidade portuária e entre num desses navios médios, vem de certeza amigos dos dois.
    Á revista Cruzeiros, numa época de crise vejo-a crescer, parabéns, vocês vendem cruzeiros com uma alegria ímpar e passaram a amigos que não conheço, todos os dias.
    Sou de Alcobaça e meu nome é Mateus mas não o bebo.

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  14. Obrigado a todos pelos comentários referentes ao meu comentário e pelas dicas no que se refere a cruzeiros. Actualmente viajo com alguma frequência. Em trabalho ou para turismo cultural (para assistir a espectáculos de ópera essencialmente). Tal não se coaduna com o cruzeiro.
    De qualquer forma partilho convosco os cruzeiros que pretendo um dia fazer:
    Danúbio
    Volga
    Nilo
    Báltico
    Fiordes Noruegueses
    Alasca

    Cumprimentos a todos.

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  15. Agradecemos a Vossa participação, saibam que todos os Vosso comentários são lidos atenciosamente e observadas as proviniências.

    Thanks: Portugal, Brasil, Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Singapura, Holanda, china, França, Espanha, Antilhas Holandesas, Venezuela, Colômbia, Ucrânia, Suécia, Emirados Árabes Unidos, Canadá, Rússia, Moçambique, Angola, Cabo Verde, Noruega, Itália ... perdoem-nos dos que esquecemos sabemos que acabamos de cometer essa falha.

    Abraço da Cruzeiros

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  16. Caro Alberto, isso foi escolhido a dedo :o) se puder colocar na lista um cruzeiro de expedição: Antárctica ou cruzeiro com entrada pelo rio Amazonas, ...
    Agradecidos por partilhar.
    Abraço da Cruzeiros

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  17. Felizmente, e desde há muitos anos, por razões profissionais, que me levam a ter contactos directos e constantes com o mundo da aviação e com o mundo dos cruzeiros, para além de outras áreas do turismo, tenho viajado por aí. Muitas de avião, em diversas companhias, em económica e em executiva, médio curso e longo curso. Mas também em cruzeiros e em companhias que vão da Star Clipper à Cunard, da Celebrity à MSC, da Royal Caribbean à Silversea...
    E isso permite-me dizer discordar quando alguem afirma perentóriamente que "Até porque o primeiro tem o objectivo de transportar passageiros do ponto A ao ponto B o mais rapidamente possível. O segundo é um divertimento". Assim poderá ser, de facto, mas há mais. Por exrmplo, à voltas ao mundo em avião, em que o objectivo é visitar por um ou dois dias uma série de cidades, assim como nos cruzeiros. Mas há o outro lado, do ligar o ponto A ao ponto B. Se de avião assim acontece, também há nos cruzeiros, bastanto lembrar os Lisboa-Rio, ou os Southampton - Nova Iorque, ou Vancouver - Honolulo...
    Tudo depende do objectivo da viagem, da disponibilidade tempotal...
    E sobre "gente de mais gosto..." Aqui, apenas tenho que dizer que "há gente e gente". Sim, há aqueles que dazem cruzeiros apenas para "comer à fartazana", mas são muitos mais aqueles que procuram um cruzeiro para conhecer outras culturas, outras gentes, outras formas de estar na vida. Assim como não aconteceu apenas uma vez viajar de avião ao lado de alguem que come o que lhe metem à frente e pedem mais e mais. Fora os que conseguem embebedar-se em escassas duas horas de voos, vomitando tudo à sua volta, sem falar de se tornarem violentas, agressivas.
    Para terminar apenas me resta acrescentar que, de avião ou num navio de cruzeiro...aí vou eu.

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  18. Amigos, o que nos une é que queremos VIAJAR! Por mim saía de bicicleta de casa, apanhava o avião, teria um transfer de autocarro, embarcava de navio, andava de camelo em Marrocos, de TGV em França, de balão de ar quente na Suiça, de hidroavião no Alaska, de canoa do Amazonas, de cargueiro se fosse preciso vir à boleia, de camião TIR ... a melhor coisa do mundo é viajar, quando é que vamos malta?

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  19. Contemos uma para introspecção e boa disposição:

    Esta ocorreu a bordo de um mid-size de renome, companhia e navio. O cruzeiro foi no Alaska por 15 dias, por portos mais populares + lugarejos. A certo momento em plena navegação e plenos de boa disposição a galhofa era tremenda. Um americano acima da média disse: - SPANISH!
    Os que ouviram ficaram a olhar uns pros outros, pensamos mas rimos!
    Esta pequena cena diz muito, a disposição das pessoas é diversa no mesmo momento. Os povos têm características observadas pelos outros. Talvez os latinos falem mais alto mas há uns, ao que parece, falam ainda mais alto na teoria do americano. Hoje em dia notamos que perdemos um grande momento para entalar os espanhóis ... se é que o americano distinguia era de responder: - por supuesto que si, viva España! :o)

    É tudo muito subjectivo mas a analise final é QUANDO VAMOS?!? :o))
    Agradecemos as opiniões em sã democracia.
    Abraço da Cruzeiros

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  20. Há mais uma, esta é para o senhor Alberto. Nessa viagem ao Alaska o grupo foi numa companhia aérea americana. Sabe o que mais se notou e que toda gente gostou apesar de não ser estético?
    A recolha do "material" depois da refeição, tudo descartável, foi feito por uma assistente de bordo com dois sacos de lixo enfiados em dedos. Inestético mas muito prático, neste momento o que as pessoas recordam é que foi muito rápido e despacharam a corredora num instante.
    Penso que o metabolismo a funcionar depois da refeição levou a que as pessoas pensassem, bendita eficiência! :o)
    É tudo muito subjectivo.
    Grande debate!
    Agradecidos a todos!
    Voltem sempre!

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