31 dezembro 2011

Quando albergar VIPs era dor de cabeça

Excerto de texto histórico que de forma resumida e em fino português antigo descreve alguma aflição nos bons velhos tempos para alojar tanta individualidade que chegava por mar à Madeira, delicie-se:
Sissi
"Com o visitante em estada oficial ou oficiosa, a solução era então procurada pela própria Câmara Municipal e pelo Governador Civil, quando não ficava mesmo a bordo. Aí ficaram naturalmente Napoleão Bonaparte, em 1815, e José do Telhado, em 1862, a caminho do degredo, e D. Luís na sua estada em 1858, e o Príncipe de Orange em 1855, e o Príncipe Alfredo de Inglaterra em 1860.
Na "Quinta Vigia" estará Elizabeth (Sissi), Imperatriz da Áustria, em 1860, e o Príncipe de Oldemburgo em 1884; na "Quinta das Angústias", a Rainha viúva Adelaide, desembarcada mais a sua longa comitiva no cais de madeira expressamente construído, em 1847, à entrada da cidade, e o Conde de Lambert, que depois lhe dará o nome, aqui falecido em 1865, ou ainda em 1849 o Conde de Leuchtenberg, cunhado de D. Pedro V, e a própria irmã, a Imperatriz D. Amélia mais a filha D. Maria Amélia, em 1852. Todos passaram, uns logo falecidos, outros, adiando o Destino por mais alguns meses, talvez anos, todos deixando atrás alguma coisa de si: a notícia no periódico, a condecoração nas autoridades, a esmola para os pobres, a contribuição para a obra pública, e o "Perfume Elizabeth" !
Grupo de cruzeiristas do AIDA Sol, atracado no cais norte do porto do Funchal, visitando de bicicleta o Funchal e posando ao lado da estátua de Sissi.


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