26 janeiro 2012

Assalto ao Santa Maria: 26 de Janeiro (8)

Foi um dia relativamente calmo a bordo do Santa Maria. De deslocação de meios navais e o reconhecimento que o assalto ao navio tinha sido uma atitude política. Os passageiros quase esqueciam da sua situação mas a apreensão estava presente. Qualquer das partes, passageiros e rebeldes, ansiavam por receber as notícias sobre a reacção do mundo às declarações de Galvão no dia anterior. As atitudes a tomar pelos governos eram uma incógnita que fomentava a curiosidade permanente, isto depois de se terem cruzado com o cargueiro dinamarquês "Vieke Gulka" no dia anterior e por terem sido sobrevoados por um avião de reconhecimento Neptune, que deu a conhecer a posição do Santa Maria: a 900 milhas de Trinidad rumando no sentido da costa africana.
Neste dia, a única fragata britânica presente no acompanhamento do caso do Assalto ao Santa Maria chega a Trinidad. Seria à partida o vaso de guerra mais bem localizado para interceptar o Santa Maria mas, as declarações proferidas por Galvão à comunicação social tinha surtido efeito pois cunharam a natureza exclusivamente política dos seus actos. EUA e Grã-Bretanha inflectiram as suas posições mantendo-se vigilantes através das suas fragatas e no apoio aos seus compatriotas a bordo do paquete Santa Maria.
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Nos diários nacionais a ira do regime estava presente no titulares:
"O que acaba de fazer o ex-português Henrique Galvão ultrapassa todas as marcas de uma traição a Portugal, porque é uma monstruosa traição a humanidade".
"Desde há séculos que estes mares das Antilhas têm sido valhacouto de ladrões do mar. ...E todo este sangue se alastra nas mãos de Henrique Galvão, agora capitão de piratas, flibusteiro sem lei, corsário traiçoeiro e criminoso, ladrão do mar".
"Um bando de criminosos chefiados pelo famigerado Henrique Galvão apoderou-se do paquete "Santa Maria".

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