16 janeiro 2012

Conferência de imprensa Costa Crociéri

A Costa Cruzeiros, reconheceu que houve um "erro humano" cometido pelo capitão, numa entrevista do chefe-executivo da companhia, Pier Luigi Foschi, que observou que a manobra realizada pelo comandante do navio, Francesco Schettino, que trouxe o Concordia próximo da costa a uma distância de 150 metros do litoral da ilha de Giglio no mar Tirreno, "não tinha sido aprovada, nem autorizada pela Costa Cruzeiros". O presidente da companhia defendeu ainda a actuação da tripulação e comentou os depoimentos contraditórios de alguns passageiros, onde uns afirmaram que o comandante abandonou o navio apressadamente sem prestar socorro, e outros que apontam que Schettino "fez o que devia".
O comandante, de 52 anos, permanece sob detenção por ordem da Promotoria de Grosseto, que o investiga por suposto homicídio culposo múltiplo, sendo possível que deponha amanhã terça-feira diante do juiz que conduz o caso.
Prosseguem entretanto os trabalhos de resgate para localizar 15 pessoas, num dia onde as operações estiveram interrompidas durante algumas horas depois que os mergulhadores terem ouvido um ruído muito forte e constatado a alteração do grau de inclinação do navio. Com a chegada da noite, os trabalhos serão suspensos. à medida que o número de desaparecidos vão diminuindo, a preocupação vira-se para as 2,38 mil toneladas de combustível a bordo do Concordia e da possibilidade de verterem para o mar. No entanto, só haverá intervenção após o resgate de todos os passageiros pois o peso do combustível, caso seja retirado, terá influência no comportamento e posição do navio.
A ilha de Giglio faz parte de um parque natural marinho considerado um dos mais importantes ecossistemas do Mediterrâneo e, embora o prefeito da localidade, Sergio Ortelli, tenha afirmado nos últimos dias que não foram registrados vazamentos de combustível, nas últimas horas os helicópteros que colaboram nos trabalhos de resgate detectaram algumas manchas na água. Para as tarefas de transfega do combustível, chegou à Giglio um grupo de especialistas holandeses da empresa Smit para a inspecção do fundo do mar e a determinação da técnica a usar para extrair o combustível.

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