14 janeiro 2012

Costa Concordia: acidente

Seguiam a bordo 11 portugueses.
Balanço oficial: 6 mortos, cerca de 40 feridos e 70 desaparecidos que não respondem ao "checklist".

Feridos estao nos hospitais de Grosseto, Ortobello e alguns em Tarquinia (Viterbo). 2 feridos graves, um deles já transferido para Siena.
Comandante do navio, Francesco Schettino, em prisão preventiva.
Notícia televisão italiana: Nave naufragata, lo squarcio sullo scafo
Importante: navio deveria passar a cerca de 5 milhas da costa mas, por razoes desconhecidas e que devem ser apuradas, passou a uma milha. Neste momento a Capitania está a interrogar o comandnte para reconstituir todo o processo de acidente e apurar as causas

Curiosidade: a garrafa do baptismo não se partui logo, mau presságio? O acidente ocorreu numa sexta feira 13. É difícil não ficar a pensar.
O navio de luxo Costa Concordia, encalhou e adornou durante esta última noite, estando em posição de parcial afundamento. O navio encalhado na ilha de Giglio tem um corte no seu casco com cerca de 50mt,  por onde entrou a água que o levou à posição actual documentada.

O número de falecidos neste acidente não está confirmado havendo no entanto, a informação segura de que 3 pessoas foram recolhidas do mar e outras 3 faleceram após o acidente.
Os 50 últimos elementos a bordo do Costa Concordia foram retirados por helicópteros devido à posição do navio que se mostro o principal obstáculo à operação de socorro e às iniciativas da própria tripulação.
Os passageiros aperceberam-se da situação por um ruído inicial que interpretam como a quilha a arrastar em algo, provocando a projecção de elementos soltos para o chão do navio e também dos passageiros. A luz eléctrica falhou e depois do qual foi restabelecido. Momentos depois ocorreu a sinalização sonora de 7 curtos e 1 longo para abandono do navio. As pessoas foram instruídas a colocar os coletes salva-vidas e a se dirigirem para as baleeiras, no entanto, a posição de inclinação do navio obstaculizou a descida das mesmas. Se de um lado desceriam sobre o navio e não no mar do outro seria perigoso e impraticável porque apesar de obterem acesso ao mar estaria a arriscar do lado para onde o navio poderia adornar completamente. Pera esta situação, alguns passageiros mais hábeis decidiram perante a proximidade da costa (não sabendo a temperatura da água e o seu nível) se atirar e nadar até terra por entre recifes.
Uma grande parte dos passageiros, quando a salvo, indicaram que se lembraram das cenas do Titanic (filme) pelo grau de adorno do navio, a aflição, a fuga das pessoas em trajes de noite e gala.

Entretanto o amanhecer ocorreu e mostrou a dimensão da situação do navio. Equipas de salvamento iniciaram uma busca meticulosa a bordo a fim de encontrar pessoas eventualmente presas ou sem vida. O navio possui cerca de 2000 camarotes comportas activadas electricamente e 295mt multiplicados pelo largo número de decks, o que poderá obstaculizar as buscas. Ainda assim, o maior problema actual é a inclinação de 45º do navio. Membros da tripulação estão a ajudar as equipas de salvação pelo reconhecimento mais célere do navio.
Dos feridos, 30 até ao momento, possuem contusões ou feridas que não representam perigo de vida, havendo duas que relatatam com estado grave.
As listas de passageiros será conferida logo que as equipas de socorro a bordo dêem por terminadas as tarefas de busca meticulosa. A concentração dos passageiros numa pequena ilha, sem condições para albergar tanta gente e apesar do desconforto que os locais tentam amenizar da melhor maneira contribui para uma concentração que permite uma fácil contagem final. Seguiam a bordo 3.206 passageiros e 1.023 tripulantes.
Os náufragos foram recebidos em escolas, hoteis e numa igreja nesta pequena ilha de Giglio 18 milhas náuticas (25Km) da costa italiana que possui somente 1500 habitantes para fazer face aos 4.229 náufragos. O perfeito da ilha, Sergio Ortelli mobilizou toda a ilha para o salvamento e acolhimento. Todas as casas foram disponibilizadas para a recepção dos passageiros e tripulantes que foram recebidos pelo Porto Santo Stefano (a larga maioria) ou em Grosseto quando salvos pelos helicópteros.
O primeiro alarme no navio ocorreu às 22:30 locais, 3 horas depois de ter partido de Civitavecchia em rumo junto à costa. Relatam que o navio bateu num obstáculo não sendo claro que tenha sido num recife rochoso nas águas ao largo da ilha de Giglio. O capitão do navio decidiu então rumar para junto da costa para obter águas rasas a fim de facilitar a evacuação por salva-vidas por considerar a mais fácil perante o início da inclinação do navio. Confirmou-se a dificuldade de evacuar passageiros pelas baleeiras.
A rápida actuação das autoridades e o uso de 5 helicópteros foi importante para o sucesso do salvamento levado a cabo.


Outros vídeos/ fotos:




Sem comentários:

Enviar um comentário