10 janeiro 2012

P&O: 175 anos (2ª parte)

Continuação P&O: 175 anos (2ª parte), a primeira parte poderá visualizada neste Link.
Na sequência do sucesso alcançado no anúncio sui generis de 1835, a P&O colocou em 1840 outro anúncio que se tornou histórico no jornal "Times" de Londres, uma viagem a bordo do navio a vapor TAGUS e que descrevia uma excursão para Constantinopla, com escalas em Gibraltar, Malta, Atenas, Síria, Esmirna, Mytilene e os Dardanelos. As excursões popularizaram-se e a cada ano a atenção dos potenciais clientes aumentava.
 Tagus
Em 1844 essa popularidade foi aproveitada por um romancista, William Makepeace Thackeray, que a convite da P&O realizou um cruzeiro pelo Mediterrâneo e que colocou a experiência sob forma de romance num livro que se veio a chamar "From Cornhill to Cairo".
Como já nos apercebemos, os cruzeiros ocorriam de forma eventual, a sua regularidade começou a meados da década de 80 do século XIX, por iniciativa da Linha do Oriente quando esta ofereceu cruzeiros desde Londres a portos do Báltico e norte da Europa, a bordo dos navios Chimborazo e  Garrone.
Em 1904, o vapor Roma dos serviços de correio para a Austrália é reconvertido para cruzeiro e renomeado Vectis. As viagens tinham como destino os fiordes noruegueses, em serviços que se mantiveram até 1912, ano da substituição do Vectis.
Paralelamente, outros negócios com passageiros eram realizados de forma sazonal e já esperados pela população inglesa em cruzeiros à volta do próprio Reino Unido.
1932 é o ano da grande e firme aposta, a P&O com a sua Linha do Oriente coloca dois dos seus maiores navios, o Strathaird e o Oronsay, a realizar viagens de cruzeiro desde a Austrália. O Strathaird até à ilha de Norfolk e o Oronsay para Noumea, ambos a partir de Sidney. O segundo caso traduz-se num sucesso de vendas assinalável tornando-se o mais popular destino do Pacífico sul. 1º Strathaird, 2º Oronsay:

Fazer férias em cruzeiros ao longo do ano tornou-se forte opção na Austrália com mais portos a serem adicionados para as escalas em itinerários maiores: Nova Zelândia, Fiji, Papua-Nova Guiné, Nova Caledónia e Vanuatu. Com o aumento da procura, seguiram-se apostas através dos navios a vapor com correio regular para Inglaterra passando por Ceilão e a Índia.
Todo este crescimento pára em 1939 com a chegada da II Guerra Mundial, com a necessidade de transporte de tropas. Os navios britânicos na Austrália são requisitados pelo governo inglês e rumam à pátria mãe.
Os cruzeiros na zona foram retomados somente em 1953 com a maior disponibilidade dos navios que iam cedendo o seu lugar no trannsporte de correio às aeronaves. Outro ano de referência é o de 1968, quando o navio Himalaya ficou baseado em Sidney durante 8 semanas para cruzeiros nos mares do sul. Seguiram-se o Orcades, o Arcadia, o Sea Princess, o Oriana, o Fairstar, entre outros. Daqui nasce a intensa relação da P&O com a Austrália, não pela fidelização inquestionável mas pelo número de soluções no que a cruzeiros diz respeito, facto que tornam a P&O nos nossos dias, a única companhia que opera todo ano naquele país. 
É assim também que se justifica uma P&O Austrália não só para cruzeiros mas também para carga, ferrys e viagens ao pólo sul. A história fundou uma forte relação que se estende à Princess, a companhia irmã, com alguns navios de cruzeiros dedicados à zona onde escalam a Austrália e a Tasmânia, Nova Zelândia, ilhas do Pacífico Sul e até mesmo uma viagem à volta do mundo desde a Austrália.
(Continua)

2 comentários:

  1. Bravo! Giro! De quantas partes se compõe as publicações da P&O?
    Outra coisa, vocês ainda ficam na história com outra revolução, percebo o aproveitamento, bem "encaixado", mas da maneira como isto vai ...
    A vossa sorte é o país já não ter navios, vai ser ataque a um cacilheiro? :o)

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  2. Não se esqueça que nos ofereceram uma canoa no Natal, vamos posicioná-la de proa virada para o Terreiro do Paço e vai ser um ai Jesus porque a armada provavelmente não sai para poupar combustível.
    A sorte do estado é que vai entrar um navio de cruzeiros Tejo a cima e vai abalroar a nossa canoa. :o)
    Os posts da P&O serão 3, falta o último.
    Agradecidos pelo comentário, um abraço da equipa da cruzeiros.
    Mantenha a boa disposição, os nossos leitores devem ser pessoas emocionalmente forte e alegres ... porque fazem cruzeiros ou porque têm a ilusão de os fazer.

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