16 janeiro 2012

Parece existir um prevaricador


Quem já teve o privilégio de ver como a larga maioria dos navios de cruzeiros trabalham, como um relógio, ficam incrédulos em saber como um comandante que deveria ter a máxima responsabilidade põe em causa milhares de pessoas, colegas ou passageiros, numa indústria de excelência. O investimento das companhias nos seus navios não se limita ao deslumbre do lado do cliente, estão também excelentemente equipadas nas zonas vedadas ao acesso dos passageiros. Muitas vezes com valores de investimento superiores apesar de não serem esteticamente atractivos. São sobretudo tecnologias e equipamentos que muitas cidades não possuem que encarecem o navio. Para que seja seguro e funcional.
Estão cada vez mais presentes informações de que o capitão do Costa Concordia se aproximou da costa, para na noite (!) cumprimentar um conhecido que estava no porto da ilha de Giglio. Autoridades, tripulação e passageiros afirmam por conhecimento ou relatam por constatação de que a rota de navegação pré-estabelecida foi ignorada e que se aproximou com o navio da ilha de Giglio para «acenar» a um conhecido seu, um funcionário da marinha mercante italiana. A aproximação à ilha seria já uma tradição no Costa Concordia no passado, com melhores resultados finais. O excesso de confiança provocou para já seis mortos, mantendo-se pelo menos 16 pessoas desaparecidas. Por outro lado, o director executivo da empresa, Pier Luigi Foschi, entrevistado pelo "The Guardian" indicou «o facto de se ter desviado da rota foi unicamente devido a uma manobra do capitão que não era desaprovada, desconhecida, e não autorizada por nós», defendeu.
A Costa esmera-se por um excelente serviço e excelentes navios, deverá merecer confiança dos clientes após uma conveniente purga, caso necessário. Pelo menos regras "ditatoriais" ... após confirmação do que está a vir a público. Verificar se a rocha está na carta marítima é outro esclarecimento necessário. Estar em terra com passageiros a bordo é desde já imperdoável.
Eu pessoalmente tenciono fazer a próxima viagem num Costa por solidariedade, porque tem excelente relação custo/ benefício e porque a companhia merece. E que venha o Concordia de novo, com outro nome ou o mesmo, com um rebaptismo ou não, escolheria logo essa opção.
Esperemos que este caso não tenha maiores consequências para toda a indústria de cruzeiros e de todos os serviços conexos, cá estaremos para informar com verdade, sabendo que fazer cruzeiros é uma excelente aposta para qualquer pessoa. Uma árvore não faz a floresta.

2 comentários:

  1. Parabéns pela cobertura deste blog nestes dias da tragédia do navio Concordia. Não esconderam a cabeça na areia no vosso tema predilecto. Dizendo a verdade é uma forma de amar o tema e as pessoas que gostam de cruzeiros. Nunca viajei de navio mas meu afilhado disse para acompanhar o este blogue. Gostei de vocês e de cruzeiros no momento de tristeza. Vou fazer um cruzeiro! Quando morre alguém ficar emburrado é o maior dos problemas. Quando acontece isto a um navio temos que apoiar quem fica e não se por a jeito de ser bacana com o capitão. Ele vai mas nós ficamos para viajar. este tipo de férias tem que ganhar força e ultrapassar, é bom demais.
    Arnaldo de Curitiba no Brasil

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  2. Senhor Arnaldo,
    bem vindo ao nosso blogue!
    "Nós somos a favor dos cruzeiros ao lado dos clientes"
    Explicamos, estamos convictos de que fazer cruzeiros é a melhor forma de viajar, pelo que compramos (alojamento, deslocação, diversão, refeições, espectáculos, etc). Visitamos em pouco tempo vários locais que se nos convencerem terão a nossa volta. Cruzeiro é estar a bordo.
    A nossa credibilidade nunca poderá estar num fundamentalismo, até porque impede a melhoria do que está errado. O grau de excelência a bordo não tem paralelo em terra e o perfeito é provavelmente uma utopia ... mas, bem melhor do que as alternativas é de certeza. Dai o nosso lema: "Nós somos a favor dos cruzeiros ao lado dos clientes".
    Tivemos muito gosto em ler as suas palavras.
    Um abraço da nossa equipa de trabalho.

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