02 maio 2012

500 cruzeiros na Royal Caribbean

Dos 640 Cruzeiros que fez até hoje, 500 foram realizados a bordo de navios da Royal Caribbean. O passageiro mais frequente desta empresa está a fazer o seu 500º cruzeiro na Royal Caribbean, a bordo do maior navio de cruzeiros do mundo. Mario Salcedo é o passageiro menos desejoso de chegar a terra. Isto porque “Super Mário”, como é conhecido, é o passageiro mais frequente da Royal Caribbean. Desde 1997 que Mario Salcedo navega cerca de 50 semanas por ano, num total de 640 cruzeiros até à data, a mais de 100 países. Mas, apesar da sua idade, o sexagenário não mostra sinais de abrandar, pois a 30 de Abril embarcará na sua 500.º viagem a bordo de um cruzeiro da Royal Caribbean. Em entrevista no Allure of the Seas, Salcedo partilhou algumas dicas para os interessados em experimentar este estilo de vida.
Reserve antecipadamente – “Quanto mais cedo conseguir planear e reservar a sua viagem, melhor”, recomenda Mário que ainda guarda as folhas de cálculo que usou no planeamento de diversas viagens no passado. Entre 2008 e 2010, 65% das viagens aumentaram de preço após Mario ter efectuado a sua reserva; 20% mantiveram o preço; e 15% baixaram de preço (que eram sobretudo viagens em épocas baixas). Salcedo ficou hospedado em suites júnior em todos os cruzeiros que fez, 80% dos quais viajavam para as Caraíbas. Os membros do programa Crown & Anchor, da Royal Caribbean, têm a possibilidade de pagar um depósito de 100 dólares para reservar uma passagem, uma data de viagem ou escolher uma determinada cabine. O Mario utiliza estas vantagens para reservar viagens dois ou três anos antes da data da partida, garantindo-lhe um lugar e fazendo com que, caso o preço das passagens fique abaixo do valor do depósito, ele consiga poupar sem nunca perder a sua reserva, pois o depósito de 100 dólares só é pago 75 dias antes da partida.
Faça planos – Mario Salcedo, que se mudou de Cuba para Miami em criança, deixou o mundo empresarial para se dedicar aos cruzeiros. Passou anos a viajar entre as Caraíbas e a América Latina na posição de Executivo Sénior de Finanças para uma multinacional e, nas palavras do próprio, “o sonho tornou-se cada vez mais forte à medida que os anos passavam”, então formulou e executou o seu plano passo-a-passo. Deixou o seu lugar na multinacional aos 48 anos, testou diferentes companhias de cruzeiros e elaborou um orçamento anual para passagens, taxas portuárias e outras despesas (totalizando os 125 mil dólares). Também pensou numa fonte de rendimento flexível que lhe permitisse ganhar dinheiro nas suas viagens, por isso gere os investimentos de uma carteira de clientes na bolsa enquanto viaja, normalmente no deck da piscina. Salcedo conclui dizendo: “Temos que estar realmente cientes do que estamos a fazer e dizer ‘é isto que eu quero fazer: vou fazer cruzeiros para o resto da minha vida’”.
Descubra o seu estilo de cruzeiro – Mário Salcedo experimentou as companhias Princess, Norwegian, Carnival, Holland America, Celebrity, Silverseas, Seabourn, Cunard e Costa Cruises, mas tornou-se um adepto da Royal Caribbean após o lançamento do Voyager of the Seas, em 1999. No Outono passado Mário contabilizava 475 viagens com a Royal Caribbean. Viajava no Navigator of the Seas a cada duas semanas, até ao navio ser requisitado para viajar na Europa em 2007, e navegou 100 vezes no seu cruzeiro favorito, o Liberty of the Seas. “Experimente várias companhias e não descanse enquanto não encontrar uma que lhe assente”, diz este passageiro. “Eu experimentava tudo, sem lealdade para com nenhuma companhia”, explica Mário. “Mas a tripulação do Liberty of the Seas disse-me: ‘Nós gostaríamos de adoptá-lo’ e assim tornei-me adoptável e, desde então, tenho vivido momentos incríveis a bordo.” Agências de Viagens vs. Planeie Você Mesmo – Este passageiro veterano recomenda experimentar sempre os novos navios, apesar de nem sempre seguir esta recomendação. Aquando desta entrevista com Mário Salcedo, ele estava a horas de embarcar num dos navios mais antigos da frota da Royal Caribbean, o Majesty of the Seas. De modo a viajar de navio em navio, Mário Salcedo precisa de ter o sentido de oportunidade apurado: “Tenho um furo na minha agenda para a próxima semana, e esta é a oportunidade perfeita”, disse. Salcedo tem 120 reservas para o decorrer de 2013 e delega a gestão dessas reservas ao seu agente de viagens de longa data, numa pequena agência independente em Cincinnati. Seria praticamente impossível conciliar sozinho a complexa logística de viajar em cruzeiros todas as semanas, e ter um agente de confiança significa que Mário não o tem que fazer. Por sua vez, a agência tem em Mário o seu maior cliente: “Eles têm que cuidar bem de mim; Caso contrário não conseguirão manter-se neste negócio”, afirma Salcedo.
A grande questão: Aconselha a reforma em alto mar? Mário Salcedo afirma que aqueles que ambicionam estabilidade ou o conforto dos vizinhos, amigos ou dos netos poderão ter algumas dificuldades em se adaptar. Realça ainda o facto da aposentação em terra ser muito mais em conta do que em alto-mar. Pelas suas contas, uma casa de aposentação aceitável em Miami custará à volta dos 8 mil dólares por mês, enquanto que a média das suas despesas semanais ronda os 2,500 dólares, ou 10 mil dólares mensais. “Isto não é para toda a gente, apesar de ser o sonho de todos”, diz Mário. “Quando as pessoas dizem: ‘é mais barato viver num cruzeiro’, eu tento mostrar-lhes que é uma falácia. É mais encantador? Depende das pessoas. Há que ser totalmente liberal e independente para se levar o estilo de vida que eu levo. Enquanto estiver a me divertir e tiver saúde, não paro tão cedo”, termina Salcedo. Sarah Staples

2 comentários:

  1. Mario Godinho/ São Paulo - Brasil5 de maio de 2012 às 05:00

    É inacreditável a disposição deste homem. Parabéns!!!!!
    Também sou fã da Royal, estou na minha quinta viagem, será que um dia chego perto das inúmeras viagens de meu xará ?????
    Abraços.

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    1. Sem Dúvida alguma que viajar de navio é uma maravilha. Entretanto, depois de alguns dias a gente começa a sentir saudade da família,dos amigos e de tudo que deixou em terra. Chega o ponto de não ver a hora de voltar. Este senhor deve ser um homem solitário, sem família para poder aguentar tanto tempo longe do seu aconchego em terra.(Lacerda)

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