30 maio 2012

George Potamianos


Na sequência do falecimento do senhor George Potamianos no dia de ontem no Hospital Curry Cabral, informamos que este amigo de Portugal, dos navios clássicos e fundador da Classical International Cruises tem o funeral programado para a próxima sexta-feira, dia 1 de Junho, estando o seu corpo presente neste dia na Igreja da Sagrada Família de Caselas onde se realiza o serviço religioso ortodoxo pelas 15:00.

Sentidas condolências aos familiares do senhor Georgios Potamianos de toda a equipa da revista Cruzeiros.

Amigo de Portugal mas sobretudo dos seus navios clássicos para os quais dizia ter acordado tarde, George Potamianos "enamorou-se" primeiro pelo Tejo para o qual estão virados os seus segundos escritórios da CIC (Classic International Cruises) desde que se estabeleceu em Portugal. Dali fazia a gestão da frota composta por 5 navios: o  “FUNCHAL”; 
o “PRINCESS DANAE”; o “ARION”;  o “ATHENA” e o “PRINCESS DAPHNE”.

Oriundo de uma família grega marcada pela actividade empresarial como armadores, George Potamianos observou in-loco as acções do seu avô, tio e pai que prestavam serviços de transporte marítimo de carga e passageiros pela quase infindável quantidade de ilhas da Grécia. A experiência começou a ser adquirida pelo desejo do pai em vê-lo na empresa nas férias escolares de Verão. Desta experiência nasceu a vontade de explorar um navio médio para cruzeiros. A paixão levo-o a sair de águas gregas para novos desafios, envolto no desejo de explorar mais a indústria dos cruzeiros como diferenciação do negócio de família e pelos promissores indicadores do crescimento do número de pessoas que desejavam fazer férias a bordo de um navio de cruzeiros.

Quando chegou a Portugal, observou o facto de ter chegado tarde para não deixar abater navios ainda novos de passageiros sob bandeira portuguesa. Considerava que os governos tinham desconhecimento sobre esta área de negócio e cingiam-se à sua relação com as colónias no ultramar ou para destinos de emigração, ignorando todo um mundo por explorar ao nível da carga, dos passageiros e da nova era do lúdico em que a permanência com prazer nos navios se chamaria de cruzeiros.
Fundamentava que a CTM, CNM, SOPONATA e a INSULANA estavam sujeitas à orientação do Estado Português que controlava a indústria naval. A actividade marítima era gerida à volta das necessidades do estado. Quando terminou a ditadura e as suas necessidades de se ligar às colónias, a necessidade ruiu e não foi capaz de se re-inventar para novas actividades.


A chegada do senhor George Potamianos a Portugal foi uma lufada de ar fresco, de iniciativa e de capacidade para concretizar. Fundou a Classic International Cruises com a intenção de manter em funcionamento navios clássicos por itinerários únicos de cultura e lazer. Cruzeiros únicos para pequenos nichos de mercado onde as grandes companhias não entram nem são capazes de explorar.

Fotografias da homenagem: Luís Miguel Correia (que prestou homenagem a Potamianos)

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