23 maio 2012

Remoção do Costa Concordia dentro de dias

Reflexões ao caso Costa Concordia pode ler na edição nº6 da Cruzeiros
Tem início nos próximos dias a remoção do Costa Concordia que adornou e encalhou na ilha de Giglio, Itália, na noite de 13 para 14 de Janeiro. O plano de remoção do navio foi apresentado em Roma pelo Gabinete dos Comissários de Emergência do Costa Concordia, pela Costa Crociere e pelo consórcio Italo-Americano Titan-Micoperi, o vencedor do concurso para desempenhar a tarefa de remoção do navio. Os trabalhos terão a duração de 12 meses, tendo já as autoridades competentes fornecido as autorizações necessárias.
Segundo um comunicado da Costa, "A Titan Salvage, pertencente ao Grupo Crowley, é uma companhia americana especialista no salvamento marítimo e na remoção de destroços, líder na sua área de actuação. Micoperi é um conhecido empreiteiro da marinha italiana com uma longa história enquanto especialista na construção submarina e no ramo da engenharia. O plano para fazer flutuar o casco numa única peça é prioritário para minimizar o impacto ambiental, proteger a economia de Giglio e a indústria do turismo, assim como maximizar a segurança da operação.
A protecção ambiental será prioritária em toda esta mega operação de salvamento, nunca antes
feita qualquer parte do mundo. Quando a remoção estiver concluída, o fundo do mar será limpo e a
flora replantada.
O plano inclui medidas para salvaguardar a indústria do Turismo da Ilha de Giglio e a sua economia.
Assim, a presença dos trabalhadores das operações de resgate não terão qualquer impacto na
disponibilidade de alojamento em hotéis durante a temporada de Verão. A base operacional estará
localizada fora da Ilha, perto de Piombino, onde materiais e equipamentos serão armazenados,
evitando assim qualquer impacto sobre as actividades portuárias da Ilha de Giglio.
O plano, que contempla medidas para salvaguardar a indústria do turismo da Ilha de Giglio, estará
dividido em 4 partes:
● Depois de estabilizar o navio, serão construídos uma plataforma submarina e caixotes de
grandes dimensões, que poderão ser cheios de água, colocados ao lado do navio que está
fora de água;
● Dois guindastes fixos à plataforma puxarão o navio, ajudados pelos caixotes que poderão
ser cheios de água;
Quando o navio estiver na posição vertical, os caixotes podem ser fixados do outro lado do
casco;
● Os caixotes serão depois esvaziados e a água purificada, de forma a proteger o ambiente
marinho.
Os destroços serão rebocados para um porto Italiano e tratados de acordo com as exigências das
Autoridades Italianas.
“Desde a altura do acidente que a Costa Crociere esteve totalmente empenhada, com recursos,
especialistas e organização para minimizar o impacto ambiental do naufrágio, em particular na Ilha
de Giglio”, disse Gianni Onorato, Presidente da Costa Crociere S.p.A. “Tal como na operação de
recuperação de combustível, temos trabalhado sempre no sentido de encontrar a melhor solução
para proteger a ilha, o seu ambiente marinho e a indústria do turismo. Estamos agora a lançar uma
operação de recuperação com características e técnicas de tal forma complexas que nunca foram
enfrentadas anteriormente. Inevitavelmente existem algumas incógnitas num processo desta
envergadura, mas estamos certos de que tomamos a decisão certa e continuaremos a trabalhar
com a nossa melhor capacidade e de acordo com o calendário”.
“Estamos muito satisfeitos por termos sido escolhidos para desempenhar esta incrível operação de
remoção dos destroços do Costa Concordia. A qualidade da nossa engenharia e a experiência ganha
nesta área permitiram-nos apresentar um projecto que respondeu às expectativas”, disse Richard
Habib, Managing Director da Titan Salvage. A partir de agora vamos trabalhar com o objectivo de
preservar o ambiente o habitat natural.”
“Desde o início que estávamos confiantes que o profissionalismo da nossa companhia e a nossa
comprovada experiência em resgates subaquáticos poderiam ser úteis para esta operação de
resgate”, referiu Silvio Bertolotti, General Manager of Micoperi. “Ter sido escolhido demonstra
a capacidade e qualidade das empresas italianas para gerir projetos tão delicados e sem
precedentes”." Citando comunicado da Costa.

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