01 julho 2012

Menos cruzeiros na Europa em 2013

Perspectivas menos optimistas em 2012 vão reduzir capacidade de oferta em 2013
O conselho económico de cruzeiros da Europa reunido na passada semana, em Bruxelas, demonstrou reservas sobre o crescimento do negócio no velho continente. As expectativas optimistas geradas com os bons resultados de 2010 e 2011, podem não ter continuidade este ano. Segundo a GP Wild e a Business Research & Economic Advisors, cerca de 6,2 milhões de europeus reservaram cruzeiros no ano passado, mais 9% do que em 2010, aumentando o share de negócio na Europa para uma fatia de 30 por cento a nivel mundial.
Os dados revelam que 5,6 milhões de passageiros de todo o mundo embarcaram num porto europeu, 7,1% mais do que em 2010, sendo que 4,8 milhões de foram passageiros europeus e os restantes de fora da Europa. Estas viagens por mares europeus geraram 28,1 milhoes de visitas em 250 portos, num aumento de 9,7%.
Ainda que o relatório do conselho europeu revele optimismo a longo prazo, nos bastidores e corredores de congressos e feiras, as empresas acentuam o encolhimento das margens e lucros.Enquanto a industria de cruzeiros fomentou em 2011 um total de 15 mil milhoes de euros, mais 3,3 por cento do que em 2010, o sector da construção naval sofre perdas pelo terceiro ano consecutivo com uma queda de 7,9%, para 3,8 mil milhoes de euros, devido à retracção do mercado e à expansão dos contrutores do oriente. O relatório concluiu que, desde o ano passado, os estaleiros europeus tinham 26 navios de cruzeiro sob encomenda. Atualmente, os mesmos estaleiros estao contratados para construir 22 navios até 2015 com um valor total de € 11,2 mil milhoes de euros.
Com a procura condicionada à crise, as companhias são obrigadas a baixar os preços passando a ter uma receita por passageiro inferior ao obtido no passado. A este factor é somado o do adiamento cada vez maior na reserva de cruzeiros o que obriga as empresas a baixarem o preço para atingir elevadas taxas de ocupação. A incerteza está assim também a dominar o mercado de cruzeiros com algumas companhias a diminuirem a sua capacidade de oferta prevista para 2013.


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